Dúvida muito comum dos país: o que é rinite alérgica? Qual seu sintoma?

A rinite alérgica é uma doença que se caracteriza com a inflamação e disfunção da mucosa que reveste o nariz e evolui com sintomas como obstrução nasal, coriza, coceira no nariz, espirros e diminuição do olfato.

Esses sintomas se manifestam por pelo menos 2 a 3 dias consecutivos e mais de 1 hora por dia. 

Quais são os sinais clínicos que caracterizam a rinite alérgica?

O quadro clínico de rinite inclui espirros repetidos, ou seja vários em sequência, coriza clara e abundante, coceira intensa no nariz, o que pode induzir o hábito de fricção frequente do nariz com a palma da mão, gesto conhecido como “saudação alérgica”.

Eventualmente pode ocorrer sangramento nasal (epistaxe). Além dos sintomas mencionados,   podem ocorrer também, coceira ocular e lacrimejamento, hiperemia da conjuntiva, fotofobia e coceira do ouvido, palato e faringe.

A obstrução nasal é uma das queixas mais frequentes que pode ser intermitente ou persistente e com piora no período noturno.

Há sintomas que acompanham a rinite? 

Os pacientes podem apresentar também respiração oral, roncos, tosse, voz anasalada e alterações no olfato, além de astenia, irritabilidade e diminuição da concentração.

Raramente, e nos casos mais graves, podem acompanhar sintomas digestivos, tais como: anorexia, náuseas e desconforto abdominal.

Os sintomas da rinite têm início geralmente na infância, e apresentam características faciais típicas como olheiras, dupla prega embaixo dos olhos como se fossem rugas e prega nasal horizontal (causada pelo frequente hábito de coçar a narina com movimento para cima). 

Quais os fatores que desencadeiam suas crises?   

Os fatores que desencadeiam as crises de rinite são principalmente os ácaros da poeira, baratas, fungos, animais de pelos, pólen, odores fortes, perfumes, produtos de limpeza e fumaça de cigarro.

Algumas crianças podem, ainda, mostrar sensibilidade às variações de temperatura produzidas no ambiente pelos aparelhos de ar condicionado.

São igualmente descritos na literatura médica alguns pacientes que mostram sensibilidade a outros produtos, tais como: derivados da combustão do gás de cozinha ou fogão a lenha e alguns fatores ocupacionais como detergentes, trigo, poeira de madeira e látex.

A poluição ambiental também apresenta evidências epidemiológicas de atuar como fator precipitante e agravante de rinite alérgica, cada vez mais.

A alergia alimentar raramente induz sintomas de rinite de modo exclusivo. 

Como diagnosticar a doença?

“O diagnóstico se dá principalmente pela história clínica do paciente, caracterizada por um quadro típico recorrente, geralmente desencadeado pelos fatores mencionados acima, além do exame físico do nariz e características faciais”, explica a Dra. Sarah Shamay. 

A pediatra Sarah Shamay: o diagnóstico se dá principalmente pela história clínica do paciente

“É muito importante detectar o fator desencadeante feito pelos testes cutâneos de puntura (prick teste) e a avaliação dos níveis de IgE sérico e específicos”, afirma a médica da Clínica de Pediatria Toporovski.

“Outros exames com RX, tomografia computadorizada e ressonância magnética dos seios paranasais tem papel limitado no diagnóstico de rinite alérgica, sendo úteis para o diagnóstico de complicações como sinusites”, ressalta a pediatra. 

Quais são as complicações da rinite alérgica não convenientemente tratada?

Deve sempre ser avaliado o sono da criança, pois os distúrbios de sono estão presentes entre 20 a 40 % delas e com significativo impacto na qualidade de vida delas.

Da mesma forma, há algumas comorbidades associadas a rinite, como rinoconjuntivite, apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono, otite média, tosse crônica, alteração do desenvolvimento crânio-facial, asma, entre outras. 

O tratamento da rinite 

As medidas não farmacológicas de controle ambiental são muito importantes na redução dos sintomas e da quantidade das crises das crianças. Dê atenção especial à redução dos ácaros, baratas, umidade e alérgenos de animais.

Seguem alguns exemplos:

     – Quarto de dormir deve ser bem ventilado e ensolarado.

     – Trocar roupas de cama semanalmente.

     – Encapar colchão e travesseiro com material impermeável. 

     – Evitar carpetes, cortinas, carpetes e almofadões. 

     – Evitar bicho de pelúcia, livros, revistas e caixa de papelões, dando preferência por brinquedos fáceis de limpar.

     – Identificar e eliminar mofo e umidade.

     – Evitar o uso de vassouras, dando preferência para o uso de aspirador e pano úmido. 

     – Evitar animais de pelos e penas. 

     – Não fumar e evitar que fumem dentro da casa ou do carro.

O tratamento farmacológico inclui os anti-histamínicos que são considerados medicamentos de primeira linha para rinite alérgica.

Existem diversas medicações que devem ser individualizadas para cada paciente, como por exemplo: hidroxizine, loratadina, desloratadina, ebastina, cetirizina, levocetirizina, fexofenadina, entre outros.

“Atualmente, procura-se utilizar os anti-histamínicos que não determinam sonolência por algum tempo até a estabilização do quadro clínico”, afirma o Dr. Mauro Toporovski.

Bebê é examinada pelo Dr Mauro Toporovski: procura-se utilizar os anti-histamínicos que não determinam sonolência por algum tempo até a estabilização do quadro clínico

 “O uso de medicação tópica é importante para estabilizar os sintomas e manter a remissão da rinite. O corticóide tópico nasal é a medicação de escolha para esse fim. Praticamente não se utiliza o corticoide sistêmico, reservado apenas para situações mais graves e de difícil controle”, explica o pediatra, coordenador geral da Clínica de Pediatria Toporovski

O Montelucaste de sódio é um composto usado nos últimos anos para bloqueio da resposta imune e dessensibilização alérgica a prazos mais longos. O seu uso teve um impacto positivo no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Em quais situações de rinite é indicada a imunoterapia?

 “A imunoterapia alérgeno específica fica reservada para os casos mais graves e recorrentes de rinite e aqueles de difícil controle”, esclarece a pediatra Sarah Shamay.  

“É o único tratamento modificador da evolução natural da doença alérgica”.

Além disso, proporciona benefícios duradouros após a sua descontinuação; previne a progressão da doença, incluindo o desenvolvimento de asma, bem como o desenvolvimento de novas sensibilizações.

Atualmente, a imunoterapia utilizada no tratamento da rinite é administrada por via subcutânea ou sublingual.

As principais limitações da subcutânea são os inconvenientes de aplicações injetáveis semanais, a longa duração do tratamento e o risco de eventos adversos.

Estas questões levaram ao desenvolvimento da sublingual, que se tornou amplamente utilizada na Europa na última década.


Clínica de Pediatria Toporovski: (11) 3821-1655 

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